Relatório de tráfego pago: as métricas que importam (e as de vaidade)
Um relatório de tráfego pago só presta se responder três perguntas: quanto custou cada lead (CPL), quanto custou cada cliente (CAC) e quanto voltou de cada real investido (ROAS). O resto (alcance, impressão, curtida) é contexto, e vira cortina de fumaça quando é a manchete do relatório. Se o seu relatório mensal não fala de venda, você não tem relatório: tem álibi.
Esse guia te ensina a ler (e a cobrar) o relatório certo em 10 minutos por mês.
As 6 métricas que decidem
- CPL (custo por lead): verba ÷ leads gerados. Compare com o teto do seu negócio (20-40% da margem, a conta está aqui).
- Taxa de qualificação: % dos leads com perfil real de compra. Lead barato e ruim é caro.
- CAC (custo por cliente): verba total ÷ clientes fechados. A métrica que fecha (ou não) a conta.
- ROAS (retorno sobre a verba): receita gerada ÷ investimento. Abaixo de ~3x pra PME de serviço, acende alerta.
- Conversão por etapa: clique → conversa → qualificado → venda. Mostra ONDE vaza (anúncio? resposta lenta? proposta?).
- Tempo de primeira resposta: o multiplicador invisível: responder em 5 minutos converte 21x mais. Se o relatório não mede isso, ninguém está olhando o vazamento maior.
As métricas de vaidade (e quando importam)
Alcance, impressões, curtidas, seguidores, CTR isolado. Servem como diagnóstico intermediário (CTR baixo = criativo fraco; frequência alta = saturação), mas nunca como manchete. Manchete de relatório é venda.
Red flag clássico: relatório que abre com “alcançamos 180 mil pessoas!” e não diz quantas viraram cliente. Alcance não paga boleto.
O relatório mínimo que você deve exigir
Uma página, todo mês:
| Bloco | O que mostra |
|---|---|
| Investimento | Verba de mídia + fee, total |
| Funil | Cliques → conversas/leads → qualificados → vendas |
| Custos | CPL, CAC e ROAS do mês vs. mês anterior |
| Leitura | O que funcionou, o que foi cortado, o que testa mês que vem |
| Próximo passo | 2-3 ações concretas com responsável |
Se cabe em uma página e fala de venda, é gestão. Se precisa de 30 slides de gráfico colorido, é teatro. É o formato que a H3 entrega na gestão de tráfego pago.
Como aplicar no seu negócio
- Peça o funil completo no próximo relatório (clique → venda). Quem rastreia, mostra na hora.
- Defina o CPL e CAC máximos com quem gerencia (juntos, com sua margem na mesa).
- Cobre a leitura, não o dado: número sem interpretação é planilha, não gestão.
- Reunião mensal de 30 minutos com os 6 números na tela. Só isso.
Perguntas frequentes
Minha agência diz que branding não se mede assim. Procede? Campanha de marca existe e tem outras métricas, mas se você é PME investindo pra vender, a campanha é de performance e se mede por venda. “É branding” não pode ser desculpa pra CAC alto.
Com que frequência olhar os números? Dono: 1x por mês, os 6 números. Gestor: toda semana, no ciclo de otimização. Todo dia, ninguém: dado diário tem ruído demais pra decisão.
E se o gestor não fornece esses dados? Ou não rastreia (incompetência) ou não quer mostrar (pior). Nos dois casos, as 8 perguntas antes de contratar teriam evitado, e ainda dá tempo de trocar.
O próximo passo
Relatório bom é o que deixa você demitir ou dobrar a aposta com convicção. A H3 entrega o número que importa, com rastreamento do clique à venda e garantia contratual: veja a gestão de tráfego pago.
E se quiser uma segunda opinião sobre o relatório que você recebe hoje, peça um diagnóstico gratuito: a gente lê com você e mostra o que está escondido.
Quer aplicar isso na sua empresa?
O diagnóstico da H3 é um parecer técnico do que priorizar, de graça, com o documento na sua mão.
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